quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Curiosidades sobre os irlandeses e seus hábitos

Outro dia, li um blog de um francês que mora no Brasil e escreveu um texto sobre as curiosidades dos nossos hábitos e decidi fazer o mesmo aqui para vocês. Então, segue lá a listinha:

- Todo irlandês sempre sabe qual a previsão do tempo para o dia e a semana. Incrível! É quase como uma obsessão isso;
- Os irlandeses bebem e muito. E não é só os homens, não. É muito comum ver mulheres caindo de bêbadas na rua;
- Na Irlanda, depois das 10 da noite não se pode mais comprar bebida alcólica em supermercados e lojas de conveniência. E os pubs fecham às 3 horas da manhã. Quando dá a hora, eles literalmente acendem as luzes e os seguranças expulsam todos pra fora... mesmo que você esteja com o copo de cerveja cheio nas mãos;
- Em compensação, os pubs abrem super cedo e a maioria deles também serve comida. Muito boa, por sinal! É quase como se fosse um bar/restaurante;
- O atendimento ao cliente na Irlanda (e dizem que no resto da Europa também) é terrível! É praticamente como se te fizessem um favor em te atender e os vendedores costumam ser super secos. Daí, já podemos entender porque muitos preferem os brasileiros para o trabalho;


- Aqui você pode ligar para o Brasil pagando algo entre 1 e 2 centavos de euro por minuto. Ou seja, sai mais barato ligar daqui para aí do que ligar do Brasil para o Brasil;
- As mulheres aqui detestam a cor da pele muito branca e é comum usarem aquelas maquiagens de falso bronzeado. O problema é que muitas acabam ficando laranja;
- As mulheres irlandesas sempre usam muita maquiagem e saltos altíssimos. É normal ver garotas de 11, 12 anos andarem como periguetes, com a cara toda coberta de maquiagem e roupas extravagantes;
- Tudo aqui na Irlanda tem batata. Num livro de receitas achei até sobremesa feita com ela;
- O Saint Patrick é realmente o Carnaval deles. Tem até desfile na rua. Só não consegui entender muito bem qual é o tema. Impossível comparar com os desfiles do Carnaval brasileiro porque deixaria muito a desejar;
- Os irlandeses são muito ligados à música. Eles sempre sabem cantar ou tocar alguma coisa;
- Dizem que todos os taxistas sempre tem um romance inacabado em casa. Não sei se isso é verdade, mas eles gostam muito de literatura;
- Os irlandeses são tímidos. Muitos bebem, nos pubs, para terem coragem de chegar nas mulheres. O problema é que eles não sabem beber pouco. Então, quando chegam, na maioria das vezes, estão tão bêbados que fica até difícil entender o que dizem;
- Em quase oito meses aqui, nunca conheci nenhum irlandês negro. Os poucos negros que você encontra na rua são estrangeiros;
- A mulherada adora fazer um coque alto no cabelo e depois desfiá-lo. Fica parecendo que ela dormiu com o cabelo preso e esqueceu de escová-lo pela manhã. Aliás, é muito difícil encontrar irlandesas andando com os cabelos soltos;
- Aqui, quando termina o expediente do motorista de ônibus, ele para o veículo, desce e vai embora... mesmo que seja em um ponto de ônibus normal, fora do terminal. Aí, você tem que ficar esperando chegar outro. Mas isso não costuma demorar muito tempo;
- Os irlandeses respeitam os ciclistas e muito. Cada vez mais você vê as ruas dominadas por bikes;
- Aqui, eles têm um trem que se chama DART (Dublin Area Rapid Transit) e que traduzindo significaria algo como transporte rápido. No entanto, ele leva quase o dobro do tempo de um carro para chegar ao destino;
- Os mendigos aqui costumam ter olhos azuis;
- O seguro desemprego não tem prazo definido para terminar. Ou seja, a pessoa pode ficar muitos anos recebendo do governo sem problema algum;
- As famílias costumam ter entre 3 e 5 filhos e isso é absolutamente normal;
- É comum ver crianças de 4 anos ainda andando em carrinhos de bebê;
- A Garda, polícia que usualmente fica nas ruas, não usa armas de fogo;
- Você não precisa mostrar seu bilhete quando usa o LUAS (trem de superfície), mas se um fiscal te pedir e você não tiver, tem que pagar uma multa na hora. Se não tiver dinheiro, ele te acompanha até um caixa eletrônico;
- Os caixas eletrônicos ficam nas calçadas e são aberto (Sem nenhuma proteção ou vidro para isolá-lo um pouco. Muitas vezes, você está andando e tem que desviar de uma fila de pessoas esperando para usá-lo;
- Na maioria das casas antigas, existem duas torneiras: uma para água quente e outra para água fria. O problema é que cada uma fica de um lado da pia e você tem que escolher: ou congela sua mão, ou escalda;
- Os irlandeses parecem não sentir frio. É comum ver, em pleno inverno, irlandeses todo agasalhados, com cachecol, luvas, gorro e bermuda (?). O mesmo vale para as mulheres. Saem para os pubs de saias, muitas vezes sem meia-calça até quando está nevando;
- As pessoas vão para os pubs mesmo com o pé quebrado, engessado, de muletas etc;
- Aqui existem muitos idosos e casais de idosos. Eles costumam ter uma espécie de andador super moderno que tem até breque e viram uma espécie de banquinho para descansarem;
- Todo mundo rouba copos na Irlanda. Como as empresas de cerveja distribuem os copos de graça (com exceção da Guinness), todo irlandês tem em casa vários copos de pints que trouxe do pub;
- O esporte preferido deles é o futebol gaélico. Uma espécie de futebol em que eles também podem usar as mãos (Uia!);
- As mulheres irlandesas sabem brigar. E não é puxão de cabelo, não. Se mexer com uma, pode levar um soco muito bem dado na cara. É comum ver mulheres, principalmente knackers brigando no centro da cidade;
- Todo irlandes sabe falar algumas frases em gaélico e, apesar deles aprenderem desde cedo na escola, é muito difícil encontrar alguém que fale esse idioma de verdade;
- Os irlandeses são simpáticos ao extremo! Se você estiver perdido, basta perguntar para alguém que receberá ajuda imediata. Aliás, nem precisa pedir, basta abrir o mapa na rua que alguém já se prontificará a ajudá-lo;
- O país todo é cheio de paisagens incríveis. Dignas de cenas de filmes;

Nada disso é para ser uma crítica ou qualquer outra coisa parecida em relação ao país. Quem acompanha o blog sabe muito bem que sou apaixonada pela Ilha Esmeralda.

domingo, 21 de julho de 2013

Edimburgo

Como a maioria de vocês deve saber, terminei o meu curso de inglês de seis meses e já aproveitei para viajar pela Irlanda e Reino Unido por 15 dias. Já tinha ido para Galway e Belfast, mas como a minha tia Cacá veio do Brasil para conhecer o país, decidi levá-la nessas duas cidades e visitá-las novamente. Aproveitamos para ir para as Aillwee Caves (ou Yellow Caves) e os Cliffs of Moher com meu irmão Marcel, que agora também está morando na Irlanda, mas escolheu Galway como residência. Seguem algumas das fotos dessa primeira etapa.

 Marcel observando a ossada de um urso que costumava hibernar na caverna
A gente nos Cliffs. Mesmo no verão, venta e faz um friozinho

Depois disso, a Cacá e eu seguimos para Belfast para ver a Rope Bridge e a Giant's Causeways.

Atravessando a ponte



 Do lado de lá da Rope Bridge
Diz uma lenda que essas pedras formavam uma ponte, que foi destruída na briga de dois gigantes


 Também passamos em frente ao museu do Titanic, mas não o visitamos por uma questão meramente $$$
Não sei quem é a intrusa que apareceu na letra I
Eles tem marcado no chão o tamanho exato do navio. Eu, que não sou boba nem nada, resolvi ter meu momento Leonardo DiCaprio

E, enfim, pegamos o voo da Ryanair rumo à Edimburgo (ou, como eles pronunciam, Édinbrá). Pagamos por esse voo míseros 24 euros. Pasmem! Sim, viajar comprando com antecedência e apenas com a mala de mão, pela Europa, é extremamente barato... então, as pessoas que não são bobas, aproveitam e muito. Isso me leva a pensar por que a passagem aérea Rio - SP é tão cara.

Edimburgo foi a cidade que mais me encantou. Toda construída em pedras, o centro dela é encantador! Você não sabe para onde olhar. As pedras escureceram e acabam tendo uma aparência de suja. O prefeito mandou limpar tudo, mas descobriram que era uma característica do material delas, não sujeira. Toda a cidade gira em torno de um grande castelo construído no alto de um morro. O povo não mora no centro. Então, depois que as lojas fecham, ele chega a ficar meio vazio. Eles, assim como os irlandeses, detestam os inglêses. E dizem isso abertamente. Incrível!

 Vista de uma das ruas do centro

 A cidade gira em torno daquele castelo lá no alto
 Vista do alto do castelo

Uma hora da tarde

Vista do alto do castelo
Calton Hill, um dos parques no centro de Edimburgo

Pena que o áudio ficou ruim por causa do vento!

Como não poderia deixar de ser, resolvi dar um pulinho até o Lago Ness para ver se conseguia encontrar o Nessy. Fiz um passeio de apenas 13 horas por algumas cidades até o passeio de barco que dura em torno de uns 40 minutos. O passeio está bem explicadinho nesse blog aqui. Um segredo: as águas do Ness são da cor da Guiness. Suspeito, não? rs. Também não encontrei nenhum highlander por lá. (só os da velha-guarda vão entender esse referência aqui). Ah sim, passamos por alguns lugares em que foi filmado Coração Valente. No entanto, apenas 30 % dele foi filmado lá. O resto foi por aqui, na Irlanda. Legal, né?!

Ruínas do Urquhart Castle, nas margens do Ness

Onde está Wally?
Passeio de barco 
Procurando o Nessy?





quinta-feira, 27 de junho de 2013

Seis Meses

Deixei São Paulo no dia 27 de dezembro de 2012 rumo a meu tão esperado intercâmbio em Dublin. Desde então, tem sido seis meses nos quais coisas inimagináveis aconteceram. Sim, você não leu errado: faz seis meses que estou na Ilha Esmeralda.

Os primeiros são sempre os mais difíceis. No começo não tanto porque você está tão preocupado em encontrar apartamento, tirar o seu PPS, GNIB, abrir conta no banco etc... que você quase não tem tempo para ficar pensando nisso. No entanto, depois... aí sim o coração aperta. Sim, porque mesmo que você não veja as pessoas que ama frequentemente, você sabe que basta alguns minutos e já estará lá, na casa dela. Mas, quando isso se torna impossível, acaba sendo muito mais duro de aguentar.

Creio que os dois primeiros meses são os piores. Principalmente quando você perde festas, aniversário, casamentos (Né, Gui e Cá?)... vê as fotos, sabe que toda sua família está lá, reunida, e você não. Disse para uma colega de classe que morar em outro país é viver dividido e isso é a mais pura verdade. Seu coração fica ao meio: metade na sua terrinha e metade com você... e ambos sofrem, viu?

E o tal do inglês?
Bom, vamos lá. Todo mundo sabe que não dá para aprender inglês em seis meses. Isso eu já sabia antes mesmo de vir para cá. Se levamos anos para aprender português e ainda cometemos erros gramaticais terríveis, imagina uma segunda língua.

No começo, quando você não sabe muito, acaba tendo um avanço muito mais visível e perceptível do que quando já sabe alguma coisa. Entretanto, consigo medir o meu avanço pelo entender dos irlandeses. Antigamente, não entendia absolutamente nada. Agora, já consigo algumas palavras e, se tiver sorte, algumas frases... risos. Mas meu conhecimento na gramática cresceu consideravelmente. Consigo não só saber muita coisa, como explicar porque se deve usar de tal forma ou não. Isso já é um grande avanço sob meu ponto de vista. Lembrando também que o nível de inglês aqui acaba sendo muito mais difícil que no Brasil. Cheguei a fazer um teste escrito da Cultura Inglesa e fui classificada como Avançado. Legal, né?

Acho que para alguém ficar fluente mesmo, tem que vir para cá com uma boa base de inglês e ficar uns 2 anos morando.

Os irlandeses
Não tenho muitas críticas a fazer sobre eles. São muito simpáticos e agradáveis. Aqui, em Dublin, creio que há mais estrangeiros morando no centro da cidade do que irlandeses. Isso acontece porque os irlandeses geralmente preferem morar mais afastados. Em lugares mais tranquilos e calmos. Onde podem ter uma casa maior, jardins e tudo o mais. Ainda me relaciono com poucos deles. Quem sabe quando arranjar um emprego, possa conhecê-los melhor e dizer mais sobre eles?

E os brazucas?
Acho que, depois desse tempo todo, comecei a perceber porque brasileiro anda bastante com brasileiro por aqui. Creio que, além da identificação cultural, também tem o fato de que nós somos os que ficamos mais tempo por aqui. Os europeus costumam ficar 1 ou 2 meses, os coreanos 6 meses. Já os brasileiros, um ano. A maioria dos meus amigos da escola já voltaram para seus respectivos países de origem. Os que ficaram foram justamente os tupiniquins.

Um dos jardins do Palácio de Versalhes, Paris.

O que mudou em mim?
Tudo e nada. É tão difícil fazer uma auto-análise e explicar isso em palavras. Sempre quis fazer intercâmbio. Lembro que a primeira vez que quis foi no colegial. Queria ir para os EUA fazer um ano escolar lá. No entanto, naquela época em que mal tínhamos internet, era muito mais complicado obter informações e facilidade que temos hoje. Sem falar que o valor era muito caro e minha família não tinha como arcar com isso. Tentei algumas outras vezes, mas sempre esbarrava no fator financeiro. Então, acabei achando que nunca iria conseguir fazer algo assim. Agora, mesmo com 32 anos, consegui. Ainda me pego muitas vezes pensando no quão inacreditável isso é. Principalmente quando estava em Paris, ouvindo a guia contar a história dos lugares pelos quais íamos passando. Pareceu realmente surreal! E eu sei que minhas viagens estão só começando. Que tenho muito mais destinos pela frente. Nunca achei que eu seria aquela pessoa cheia de histórias, fotos, curiosidades e costumes para contar para todos aqueles que ficaram no Brasil. Nunca achei que me conectaria ao meu Jack London interior (risos). Mas essa sou eu agora.

A verdade é que a Irlanda me fez uma pessoa melhor. Como isso, Silvio? Simples. Brasileiros tem uma grande preocupação com a aparência. Temos que ter o último celular lançado nas lojas, televisão de 42 polegadas, carro do ano, o melhor notebook/tablet (ou os dois) que existir, as melhores roupas etc etc etc. Isso conta muito no Brasil! Mesmo que você não seja uma pessoa muito rica, você está sempre preocupado em mostrar o que você tem (e o que está comprando em um milhão de prestações). Está sempre muito preocupado com o que o outro vai pensar. Aqui já não, isso acontece numa escala muito menor. Aqui, as pessoas não gastam tanto com coisas supérfluas. É normal você ver pessoas com televisões antigas nas casas, celulares velhos e não há vergonha alguma nisso. No entanto, os irlandeses aproveitam esse dinheiro para viajar pelo mundo. Lindo, não?

Ainda não sei o que me espera nos próximos meses aqui. E nem sei quantos mais meses serão. A única coisa que sei é que estou fazendo uma bela limonada e que estou conseguindo aproveitar tudo o que posso dessa minha oportunidade única.

Para aqueles que pensam em fazer um intercâmbio, façam. Nunca é cedo ou tarde demais para começar a descobrir o mundo e o que você recebe de volta do que gasta não tem preço. São experiências únicas e um milhão de histórias que você poderá contar para seus netos um dia. Não continue um espectador (com s e com x) de sua própria vida. Pegue a caneta e comece a escrevê-la. Não amanhã, mas hoje. Medo a gente sempre tem, mas basta se jogar que você percebe que nem o céu é o limite!


domingo, 9 de junho de 2013

Connemara, Cork e Howth

Faz tempo que não posto algo neste blog. Então, para dar uma atualizada nas coisas, vou escrever num único post sobre as três cidades que visitei nos últimos fins de semana.

Connemara é um vilarejo próximo à Galway, um dos únicos da Irlanda no qual se fala primeiramente o gaélico e, depois, o inglês. Confesso que procurei as pessoas para tentar ouvir um pouco desse outro idioma. Ia me aproximando delas e finjindo que tirava fotos, mas nada. Ou paravam de falar quando eu chegava perto, ou estavam falando em inglês. Uma pena! Mas, como vocês podem ver na foto abaixo, as placas são todas em gaélico, diferente do resto da Irlanda em que você consegue encontrar também em inglês.


Sabe aquela ideia de uma vila de pescadores, as casas com o telhado de "palha" e lindíssimas paisagens que a gente vê nos filmes sobre a Irlanda? Pois bem, esse é o clima que você poderá encontrar por aqui.
Esta viagem teve direito à visita ao castelo da região, que pertenceu a Mitchell Henry que o construiu como um presente para a sua amada esposa Margaret. Praticamente um Taj Mahal irlandês. Com isso, ele acabou empregando muita gente numa época em que a Irlanda estava em uma crise muito séria e a milhões de pessoas passava fome. Além do castelo, no parque nacional também podemos encontrar uma igreja gótica e um jardim vitoriano. Um belo passeio para quem gosta de lindas paisagens!

Esse telhado custa a bagatela de 10 mil euros 



 A praia de Connemara
 Parafraseando o filme "Procura-se Um Amor Que Goste de Cachorros", eu procuro um amor que goste de castelos. Ou melhor, de construir castelos. Quero um pra mim... rs

 Sala na qual as mulheres ficavam tomando chá, bordando e jogando, enquanto os homens discutiam coisas que elas não conseguiriam entender: tais como política

 Sala de jantar
 Capela gótica e placa indicano o mausoléu
 Interior da capela

 Aqui, algumas famílias ajudam a manter ou restaurar Igrejas, bancos e monumentos em troca de homenagens a seus parentes mortos. Como no caso da família Sherlock

 Amei essa árvore. Me lembrou a do filme "Meu Primeiro Amor"

 O jardim em estilo vitoriano

Por fim, o maravilhoso castelo. Que sonho!

---------------------------------

Cork é a segunda maior cidade da Irlanda. Dizem que muito dos revolucionários vieram daqui e que muitos moradores dizem que deveria ser a capital da Irlanda. Polêmicas à parte, a questão é que depois de Galway, minha expectativa com esta cidade estava alta. E, logo na chegada,  vi o maravilhoso Rio Lee com diversos barcos com pessoas praticando remo enquanto o sol refletia em suas águas. Deslumbrante!
No entanto, depois que entrei na cidade e começamos a percorrer as ruas, não consegui encontrar nada mais interessante do que isso. Pouco antes de desistir, pedi a meu professor (Mr. Kelly) que nos levasse até a igreja local. Afinal, se tem uma coisa na cidade que é bonita é a igreja. Não podia estar mais certa. A Igreja me lembrou muito Notre Damme. Roberta, uma amiga italiana e estudiosa de História da Arte, me explicou que pela data ela não era uma gótica, mas que tinha sido depois construída neste estilo. Mas que os detalhes e tudo o mais realmente eram bem parecidos com a famosa catedral de Paris.
A cidade me pareceu muito mais pobre. Os jovens locais pareciam meio punks e ficavam no parque com a turma. Cabelos raspados, pintados, roupas características.
Encontramos um festival de música e entramos. Creio que éramos os únicos turistas por lá e vira-e-mexe uma das promoters vinha nos perguntar como ficamos sabendo do festival e ficam surpresas com a nossa resposta: "Passando em frente e perguntando o que era". (rs)
A verdade é que esperava muito mais de Cork. Talvez o castelo próximo seja mais bonito, mas ninguém quis ir comigo para verificar. Nas fotos, a cidade acaba parecendo muito mais interessante do que realmente é.







 Vídeo filmado dentro da catedral











_________________________________

Howth é uma pequena vila de pescadores no condado de Dublin.
Decidimos aproveitar o sábado de sol e muito calor para pegar o Dart e irmos lá dar uma espiada e aproveitar a oportunidade única que essa semana de tempo bom nos proporcionou. E ela não deixou nada a desajar. Com paisagens deslumbrantes, Cliffs, barcos e uma natureza de dar inveja, acabou se tornando um dos meus lugares preferidos por aqui. E o melhor: fica a apenas 40 minutinhos daqui. Dá uma olhada nas fotos que elas falam por si mesmas.









Devaneios ao descansar nos cliffs


Chegamos depois do almoço, demos a volta pelos Cliffs e encontramos uma amiga do Gustavo num restaurante de lá. Decidimos sentar, comer algo e conversar, já que o dia está durando até às 10 da noite.
Ao pegarmos o último DART para voltar (23h), uma surpresa e cantoria no trem. Veja no vídeo abaixo: