domingo, 9 de junho de 2013

Connemara, Cork e Howth

Faz tempo que não posto algo neste blog. Então, para dar uma atualizada nas coisas, vou escrever num único post sobre as três cidades que visitei nos últimos fins de semana.

Connemara é um vilarejo próximo à Galway, um dos únicos da Irlanda no qual se fala primeiramente o gaélico e, depois, o inglês. Confesso que procurei as pessoas para tentar ouvir um pouco desse outro idioma. Ia me aproximando delas e finjindo que tirava fotos, mas nada. Ou paravam de falar quando eu chegava perto, ou estavam falando em inglês. Uma pena! Mas, como vocês podem ver na foto abaixo, as placas são todas em gaélico, diferente do resto da Irlanda em que você consegue encontrar também em inglês.


Sabe aquela ideia de uma vila de pescadores, as casas com o telhado de "palha" e lindíssimas paisagens que a gente vê nos filmes sobre a Irlanda? Pois bem, esse é o clima que você poderá encontrar por aqui.
Esta viagem teve direito à visita ao castelo da região, que pertenceu a Mitchell Henry que o construiu como um presente para a sua amada esposa Margaret. Praticamente um Taj Mahal irlandês. Com isso, ele acabou empregando muita gente numa época em que a Irlanda estava em uma crise muito séria e a milhões de pessoas passava fome. Além do castelo, no parque nacional também podemos encontrar uma igreja gótica e um jardim vitoriano. Um belo passeio para quem gosta de lindas paisagens!

Esse telhado custa a bagatela de 10 mil euros 



 A praia de Connemara
 Parafraseando o filme "Procura-se Um Amor Que Goste de Cachorros", eu procuro um amor que goste de castelos. Ou melhor, de construir castelos. Quero um pra mim... rs

 Sala na qual as mulheres ficavam tomando chá, bordando e jogando, enquanto os homens discutiam coisas que elas não conseguiriam entender: tais como política

 Sala de jantar
 Capela gótica e placa indicano o mausoléu
 Interior da capela

 Aqui, algumas famílias ajudam a manter ou restaurar Igrejas, bancos e monumentos em troca de homenagens a seus parentes mortos. Como no caso da família Sherlock

 Amei essa árvore. Me lembrou a do filme "Meu Primeiro Amor"

 O jardim em estilo vitoriano

Por fim, o maravilhoso castelo. Que sonho!

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Cork é a segunda maior cidade da Irlanda. Dizem que muito dos revolucionários vieram daqui e que muitos moradores dizem que deveria ser a capital da Irlanda. Polêmicas à parte, a questão é que depois de Galway, minha expectativa com esta cidade estava alta. E, logo na chegada,  vi o maravilhoso Rio Lee com diversos barcos com pessoas praticando remo enquanto o sol refletia em suas águas. Deslumbrante!
No entanto, depois que entrei na cidade e começamos a percorrer as ruas, não consegui encontrar nada mais interessante do que isso. Pouco antes de desistir, pedi a meu professor (Mr. Kelly) que nos levasse até a igreja local. Afinal, se tem uma coisa na cidade que é bonita é a igreja. Não podia estar mais certa. A Igreja me lembrou muito Notre Damme. Roberta, uma amiga italiana e estudiosa de História da Arte, me explicou que pela data ela não era uma gótica, mas que tinha sido depois construída neste estilo. Mas que os detalhes e tudo o mais realmente eram bem parecidos com a famosa catedral de Paris.
A cidade me pareceu muito mais pobre. Os jovens locais pareciam meio punks e ficavam no parque com a turma. Cabelos raspados, pintados, roupas características.
Encontramos um festival de música e entramos. Creio que éramos os únicos turistas por lá e vira-e-mexe uma das promoters vinha nos perguntar como ficamos sabendo do festival e ficam surpresas com a nossa resposta: "Passando em frente e perguntando o que era". (rs)
A verdade é que esperava muito mais de Cork. Talvez o castelo próximo seja mais bonito, mas ninguém quis ir comigo para verificar. Nas fotos, a cidade acaba parecendo muito mais interessante do que realmente é.







 Vídeo filmado dentro da catedral











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Howth é uma pequena vila de pescadores no condado de Dublin.
Decidimos aproveitar o sábado de sol e muito calor para pegar o Dart e irmos lá dar uma espiada e aproveitar a oportunidade única que essa semana de tempo bom nos proporcionou. E ela não deixou nada a desajar. Com paisagens deslumbrantes, Cliffs, barcos e uma natureza de dar inveja, acabou se tornando um dos meus lugares preferidos por aqui. E o melhor: fica a apenas 40 minutinhos daqui. Dá uma olhada nas fotos que elas falam por si mesmas.









Devaneios ao descansar nos cliffs


Chegamos depois do almoço, demos a volta pelos Cliffs e encontramos uma amiga do Gustavo num restaurante de lá. Decidimos sentar, comer algo e conversar, já que o dia está durando até às 10 da noite.
Ao pegarmos o último DART para voltar (23h), uma surpresa e cantoria no trem. Veja no vídeo abaixo:


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Corre, Maíra, corre! - Paris

Muita gente fala que não há vantagem nenhuma em ser honesto, mas eu digo que há sim e muita. Além da consciência tranquila ao deitar sua cabeça no travesseiro à noite, a vida é um eterno retorno de tudo aquilo que plantamos. Calma, já explico a razão!

Estava eu, no balcão da Ryanair tirando dúvidas sobre a passagem da minha amiga, minutos antes de embarcarmos para Paris. Vi uma nota de cinco euros no chão, bem em frente ao balcão e entreguei para a moça que, atônita, não entendeu por que eu fiz isso... e nem minha amiga.

Pois bem, depois de entrar, passar pela segurança (que me fez tirar brincos, anéis, colar, sapatos e cinto) e de caminhar muito até o balcão de embarque, descubro que teria que ter carimbado minha passagem lá no primeiro balcão da empresa. Longe pra dedéu e tendo apenas vinte minutos para fechar o portão do embarque. O que fazer em tão absurdamente pouco tempo? Correr! E pernas para que te quero.

Nunca imaginei que teria que correr tanto na minha vida. Também não imaginei que estivesse tão fora de forma. Creio que acabei parecendo uma louca no aeroporto e, sinceramente, não me importava. Só queria pegar meu avião. Cheguei, completamente suada no balcão e sem folêgo algum para explicar o que queria. Lembra da tal moça para quem dei os cinco euros? Ela rapidamente sacou o radinho e comunicou à segurança que eu estava a caminho e com pressa. Pimba, meus amigos! Plantei coisa boa e colhi. Conclusão: me deixaram passar na frente de todos nas filas. Tive que passar novamente pela segurança, claro... mas, com todo mundo torcendo por mim e me auxiliando, foi tarefa fácil. Dificil mesmo foi correr pelo aeroporto calçando as botas, colocando o cinto, segurando a calça para ela não cair e com o passaporte e passagem na boca. Mas quem se importa em parecer uma princesa quando isso pode lhe custar sua viagem?

Sempre imaginei Paris como nos filmes: uma enorme praça com a Torre Eiffel e uma vizinhança que girava em torno dela. Fiquei absurdamente pasma ao constatar que a cidade é gigantesca! Vi muitas similaridades com São Paulo... mas com várias partes diferentes da minha terrinha por lá. A São Paulo do centro, de Higienópolis, da Paulista e até da marginal (inlcuo aqui o horrendo trem da CPTM). Enfim, um mosaico nosso por lá. Claro que, Paris é muito mais do que isso... mas essas particularidades me fizeram ver a cidade por outra perspectiva.

Ficamos numa vizinhança bem parisiense. O apto era localizado numa vielinha e, à sua volta, existiam vários restaurantes e desenhistas se misturavam no meio dos turistas oferecendo sua arte de fazer retratos. Pessoas tomando vinho, músicas... enfim, toda a atmosfera que você realmente espera encontrar lá. Numa volta pela vizinhança (Monmartre - quem quiser mais informações sobre o bairro clique AQUI), descobrimos a Basílica do Sagrado Coração e sua bela vista da cidade. E o digníssimo símbolo de Paris. Nem preciso dizer a emoção que foi, né? Nunca imaginei que estaria por lá. Quase como se tudo não fosse real... mas era. Descemos a escadaria da Igreja e comecei a notar algo estranho. Uma espécie de familiaridade com tudo. Estava na cenário do filme Amelie Poulain. Aí sim, meu coração acelerou. Procurei, em vão, por Audrey Tatou andando por lá. Foi fantástico!


Dizem que os franceses são grosseiros, que não gostam de ser abordados em inglês e que costumam deixar os turistas falando sozinho. Só digo uma coisa, people: perdi a conta de quantas vezes paramos para pedir informação. E eles não só foram absolutamente prestativos como muitos ainda falavam espanhol também. E, aqueles, que não falavam inglês, se esforçavam para nos ajudar e até chamam alguém que entendia do assunto. Então, essa história de que os parisienses são grosseiros, pra mim, caiu por terra. Simpatia máxima! Não à toa que conseguimos ir para todos os lugares que queríamos apenas perguntando e contando com a ajuda deles. Mais um ponto para essa cidade linda!

1o dia - Chegamos, conhecemos o apto, almoçamos num restaurante próximo. Conhecemos a Basílica do Sagrado Coração (Sacre Coeur) e Moulin Rouge;



2o dia - Demos uma volta pelo centro, visitamos Versalhes, Torre Eiffel, Arco do Triunfo e Champs-Élysées;










3o dia - Disneyland Paris;




4o dia - Walking tour pela cidade: Fointain St. Michel, Pont de l'Archeveche (ou Ponte dos Enamorados), passamos em frente a Notre Damme, Louvre, Pont Neuf (com direito a ver o show de dança de um senhor que estacionou o carro e resolveu dançar com o som alto) e Jardim das Tulherias. Depois, resolvemos entrar em Notre Damme e terminamos com um passeio de barco pelo Sena com direito a ver a Torre Eiffel à noite e iluminada;

Fountain St. Michel
Ponte dos Enamorados
 Pont Neuf - Patrimônio da Humanidade
Dizem que os rostos eram dos cortesãos de Henrique IV que resolveu lhes pregar uma peça e pediu para escultores os retratarem após uma intensa noite de bebedeira
Porque quando um homem tem que dançar, ele tem que dançar

Notre-Dame
Detalhe da parte da frente da Catedral

 O altar
A história de Jesus retratada em arte
Jardim das Tulherias

5o dia - Louvre (com direito a ver a decepcionante Mona Lisa). E sim, o Louvre parece um shopping center de artes e é impossível visitar tudo em um único dia. Para terminar, pegamos uma bela garrafa de vinho, algumas taças e sentamos na escadaria da Sacre Coeur para ver a noite de Paris e nos despedirmos da cidade.




 Efeito Monalisa
 A Coroação de Napoleão, de Jacques-Louis David
 Código Hamurabi
 Hércules matando a Hidra de Lerna - François-Joseph Bosio
 Também se faz arte no Louvre

Vênus de Milo

A cidade é linda e minhas companhias maravilhosas! Essa, com certeza, ficará marcada como uma viagem memorável. Só tenho a agradecer.


sábado, 20 de abril de 2013

Galway - Parte 1

No fim de semana passado (14 e 15/4), minha escola organizou uma viagem para Galway, uma cidade no extremo Oesta da Irlanda. Para quem nunca ouviu falar, ela tem a paisagem mais famosa do país, os Cliffs of Moher. Ou, melhor dizendo, um despenhadeiro alto pra caramba.


Deveríamos nos encontrar com a Patrícia (a responsável) às 06h45, na rua em frente ao rio, George's Quay. Chegando lá, encontrei algumas pessoas, mas apenas metade das vinte que iriam conosco. Começamos a telefonar para a outra metade e eles estavam em outro lugar esperando. Quando deu 7h30 e nem a Patrícia e nem o ônibus chegavam, começamos a ficar verdadeiramente preocupados. Principalmente porque o pessoal do outro lugar já havia embarcado.

Tentamos telefonar para ela, mas ninguém atendia. Quando o ônibus chegou, foi a maior confusão para explicar para o motorista que queríamos ir, mas não tinhamos os comprovantes de passagens. A nossa sorte é que ele ligou para a central e confirmaram que estava tudo bookado e, finalmente, alguém conseguiu falar com a Patrícia. A explicação: bom, ela dormiu demais e perdeu a hora.

Na chegada à Galway, o responsável pelo passeio estava nos esperando e todo mundo dentro do segundo ônibus também(provalvemente por mais de meia hora). Visitamos algumas as vilas Clarinbridge e Burren. Nesta última, visitamos o Parque Nacional que tem em uma montanha formada basicamente de pedras (15 Km). Incrível! Tirei algumas fotos e filmei uma parte do trajeto. Até nas praias o chão era basicamente coberto por essas pedras.



Depois, seguimos para os famosos Cliffs of Moher. Nem preciso dizer que o tempo estava terrível. Chovia e ventava muito. Vocês poderão ver nas minhas fotos que "eu continuo a mesma, mas os meus cabelos"... rs.




À noite, acabamos num pub local até tarde da noite e depois voltamos para o hostel para "tentar" dormir. Eu digo tentar porque o pessoal não parava de falar. Mesmo você pedindo silêncio, eles continuavam. Nada que uns gritos meus, ameaças e colocar algumas pessoas pra fora do quarto não resolvessem... rs.

Domingo, acabamos fazendo o walking tour. Para quem não conhece, é um passeio de graça pela cidade, com um guia. Obviamente ninguém trabalha de graça. Logo, no final, espera-se que você de uma gorjeta para o rapaz. Mas, acredite em mim, vale a pena. Dei sete euros e achei que deveria ter dado bem mais. Por três horas, ele nos apresentou os mais maravilhosos e interessantes lugares de Galway. Desde o pub chamado Hole in the Wall (porque fizeram um buraco na parede para que os policiais da delegacia atrás pudessem beber sem serem vistos), passando pelo rio que corta a cidade e é muito conhecido pela pesca do salmão, até a belíssima catedral que aproveitei para filmar. Seu órgão é um dos maiores da Europa.

A rua onde ficava o nosso hostel, uma das mais charmosas da cidade


Galway Cathedral

Um dos lados da parte de dentro da Galway Cathedral

O famoso órgão

PS: Prometo que farei uma parte 2 com mais fotos e histórias do lugar. Antes que eu também esqueça... rs

sábado, 30 de março de 2013

3 Meses em Dublin

Há pouco mais de três meses, estava em um avião rumo a Dublin, assistindo um concerto de Andre Rieu na pequena telinha do avião porque não conseguia dormir com tanta turbulência. No entanto, talvez a agitação maior fosse mesmo dentro de mim. A dúvida de não saber se tomei a decisão certa. A questão de pensar por que estou fazendo um intercâmbio tardio, quando todos lá estão na casa dos 23 anos. O não saber quanto tempo ficar. A questão de ter largado meu emprego. Tudo isso foi passando pela minha cabeça devagarinho, uma caraminhola atrás da outra.

Após esse tempo aqui, não posso dizer que minhas dúvidas e inseguranças sumiram. Entretanto, posso afirmar que não sou aquela mesma pessoa lá do avião. Alguma coisa mudou. A Irlanda me modificou e estou completamente apaixonada por este país. Mas, como em toda relação, existem os pontos ruins: odeio o clima daqui! rs.

Estava escrevendo para um amigo sobre a questão de a vida em Dublin não ser tão ligada ao ter como no Brasil. Talvez pela história do povo irlandês, que passou por muitos maus bocados, a coisa mais importante por aqui é o ser. Ninguém está preocupado em quanto você tem, no que você trabalha e em qual é o seu carro e sim em quem é você. A minha dúvida é se isso se aplica mesmo a todos os irlandeses ou se tenho essa impressão porque ando muito com estudantes de intercâmbio. Talvez, esta eu responda daqui a outros três meses.


É difícil definir o que mudou em mim. Acredito que quando você é mais novo, tudo fica mais visível porque você nunca sequer teve a experiência de morar só. Não foi o meu caso. Já vivi muitos anos morando sozinha e sei muito bem cuidar de uma casa e de mim mesma. Então, a minha mudança acabou sendo muito mais sutil e interna.

Minha forma de ver a vida também mudou. Não sei se quero voltar a viver na loucura diária que é São Paulo. Parece que só quando você se afasta de lá é que consegue realmente enxergar o quanto é estressante e maluca a correria diária. Não tenho mais muitas grandes aspirações de carreira. De que adiante se matar de trabalhar a vida inteira e não poder aproveitar? Quero sim ter uma vida tranquila, mais simples... para poder desfrutá-la ao lado das pessoas que amo. Não preciso de grandes riquezas para isso: família e amizade são de graça.

Sei que pode parecer um enorme clichê, mas é uma grande verdade: a vida é curta. Nunca sabemos quanto tempo nos resta neste mundinho: pode ser muito, mas também pode ser pouco. Também não sabemos quanto tempo tem as pessoas que nós queremos bem. Então, pra que disperdiçar o melhor da vida sem estar perto deles?

Se pudesse, talvez vivesse para sempre por aqui. O único problema é justamente isso: a distância. Teria que ter dois corações e passagens semestrais para o Brasil... rs. Difícil explicar como o a Irlanda se tornou meu segundo lar em tão pouco tempo. Mas mais difícil ainda é ter deixado metade do meu coração com vocês.

segunda-feira, 18 de março de 2013

St. Patrick's Day

No mais famoso feriado da Irlanda, as ruas de Dublin ficam lotadas. Pessoas de toda a Europa chegam para a cidade para curtir as festividades ao longo do que este ano foi um fim de semana.

Para quem não sabe, ele é o padroeiro da Irlanda. Trouxe o cristianismo para cá e ensinou os pagãos sobre a trindade usando o trevo (de 3 folhas, claro!). Também dizem que foi o responsável por expulsar as cobras da ilha (Uia!). Enfim, quem quiser saber mais sobre isso, dá um google aí porque não quero ficar de blablablá.

O' Connell Street com alguns prédios iluminados de verde

O correio da O'Connell. Uma das construções que mais gosto daqui.

A questão é que Dublin fica realmente muito bonita nesta época do ano. Os principais prédios da cidade são iluminados de verde (cor oficial da ilha) e o Trinity College exibe um vídeo muito lindo na sua fachada, como você poderá ver abaixo.


Apesar de o feriado ser oficialmente no dia 17/03, na sexta já começaram os eventos. Me encontrei com alguns amigos para ver um concerto ao lado do Stephen's Green Park. Para dizer a verdade, achei um tanto amador as apresentações lá. Colocaram duas meninas e um cara dançando, mas não eram lá essas coisas. O divertido foi ficar com meus amigos: todos dançando e pulando. Claro que aproveitamos e já usamos alguns adereços típicos. Depois, acabamos no nosso velho O'Relleys onde o preço da cerveja não chega a ser um absurdo como nos outros lugares.


Sábado foi dia de ir para um pub bem típico daqui: o Kearneys. Por incrível que pareça, estava lá um ator de cinema americano, Anthony Mackie, que ficou conversando com meus amigos. Para quem não sabe, ele fez Real Steel e Million Dollar Baby. Para quem ainda não sabe de quem estou falando, só conferir clicando aqui.

Depois, demos uma passada no Temple Bar e nos deparamos com a imagem que gravei abaixo. Uma verdadeira loucura!


Para terminar a noite, com tudo muito lotado, acabamos indo encontrar outros amigos no Sweeney's Bar e ficamos lá até acenderem as luzes e botarem todos para fora. Sim, isso acontece por aqui. Às 2h30, eles costumam fechar o bar e as 3 da manhã os seguranças mandam todos para casa. É lei!

Para finalizar, chegou o nosso querido domingão e finalmente o St. Patrick's Day. Encontrei com todos na O'Connell para ver o desfile. Ou, como descobri depois, apenas ouvir. A questão é que é tanta gente, mas tante que fica praticamente impossível ver alguma coisa. Filmei um pouco por cima da cabeça do público, mas ainda assim não foi aquela coisa. 





Depois, passamos na casa das espanholas para beber alguma coisa. Acreditem: neste feriado você também não consegue comprar bebidas alcóolicas nos supermercados ou beber na rua. Lei!

Em seguida, um pub no final da O'Connell chamado Murrays. Grande, música típica e na parte de cima tem diversos telões com jogos de futebol. Comemos, bebemos e decidimos ir para outro lugar. Acabamos novamente no O'Relleys e fechamos a noite no Dandelion, um hotel. Com direito a um pit-stop antes no Burguer King e depois no Mc Donalds.

Após toda essa correria, hoje foi dia de ficar moluscando em casa. Aliás, segunda-feira é feriado por aqui. Dia da ressaca para os irlandeses: literalmente.

Conclusão do fim de semana: passar o St. Patrick's Day na Irlanda, indo de pub em pub, não tem preço. Sö quem tá aqui sabe o quanto é bom!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Where are you from?

Estava esperando um pouco para fazer este post porque queria primeiro conhecer um pouco melhor as pessoas por aqui.

Sempre achei e ainda acho muito complicado você enquadrar alguém em algum tipo de estereótipo: seja sobre a nacionalidade, cor, credo etc etc etc. Entretanto, existem sim algumas coisas comuns que pude notar em meus amigos, após esses dois meses e meio.
Italianos: eles são os mais engraçados. Extrovertidos, estão sempre fazendo alguma piada ou rindo deles mesmos. Incrível! Até uma colega de classe que é metade polonesa e um pouco mais tímida também se enquadra nestes quesitos. Você nunca conseguirá ficar ao lado deles sem rir muito. E sim, eles realmente precisam mexer muito as mãos para falar.

Espanhóis: são os mais parecidos conosco. Costumam sair bastante com outros espanhois, falam alto, se divertem, dançam engraçado e são muito alegres.

Franceses: por incrível que pareça, são os mais tímidos e reservados. Antes que me perguntem, nenhum dos que conheci era arrogante ou preconceituoso. Eles costumam dizer que isso só acontece com os parisienses. Será?

Coreanos: gostaria de poder falar sobre eles, já que vivo com uma. Entretante, só conheci três desta nacionalidade. Não creio que seja o suficiente para definir algo sobre as pessoas de lá. Além disso, tenho um carinho muito grande pela minha flatmate... então, sou uma pessoa suspeita para falar apenas usando-a como exemplo.

Brasileiros: ah, nosso amado povinho. Antes de vir para cá, fiquei sabendo que formávamos uma grande "colônia" aqui. Que éramos muito unidos e nos ajudávamos muito. Enfim, conheci muita gente legal aqui. Muitos conterrâneos que realmente vou levar no coração porque são maravilhosos. Entretanto, me surpreendi de uma maneira muito negativa com a nossa turma na Ilha Esmeralda. O que mais pude notar por aqui é brasileiro tirando vantagem até de brasileiros. Vendendo, nos classificados do facebook, lençóis e edredons usados mais caros do que nas lojas. Colocando preços absurdos em coisas ridículas como um pacote de balas que trouxe do Brasil. Fazendo alguém pagar pelo depósito, fugindo com o dinheiro e deixando a pessoa sem o quarto e sem dinheiro. Os exemplos não param por aí. É um passando a perna no outro. Enfim, são tantas trambicagens que muitas vezes fico com vergonha de dizer que sou do mesmo país que eles.

Como já disse anteriormente, amo meu país e o fato de ser brasileira. Tenho um forte sotaque brasileiro e creio que não quero perdê-lo. Mas a gente precisa começar a mostrar que a educação que nossos pais nos deram no Brasil também deve ser colocada em prática aqui. Porque tenho certeza de que muitos dos jovens que estão fazendo essas coisas na Irlanda, nunca as fariam no próprio país. Por favor, semancol e vergonha na cara!

A pergunta que todos insistem em me fazer: Por que brasileiro só anda com brasileiro por aqui? Penso, penso e sinceramente não tenho como responder. Identidade cultural talvez... ou apenas idiotice.

Agora, sobre os irlandeses... bem, esses ainda terei que esperar para saber.

PS: Só citei as nacionalidades nas quais conheci mais de cinco pessoas.

domingo, 3 de março de 2013

Jantar Multicultural

Porque intercâmbio não é só aprender inglês, não. A gente também aprende que pode cozinhar bem para não morrer de tédio com o nosso arroz-e-feijão de cada dia.

Pedi ao Pep, um italiano da minha sala que vivia dando festas em sua casa, para fazermos algo especial para a nossa turma. Então, ele apareceu com a ideia de um jantar em que cada um levaria um prato de comida típico de seu país. Pensei: Legal! Posso levar brigadeiro. O problema é que poucas pessoas iriam cozinhar e precisaria de mais gente fazendo algo.

Novamente fiquei caraminholando: o que eu sei fazer que seja típico do Brasil além de doces? Resposta: Nada! Não que eu não saiba cozinhar. Morei sozinha durante muitos anos, mas sei fazer o básico para comer no dia-a-dia. Quem me conhece sabe que minha paixão mesmo são os doces. Principalmente aquele feitos de chocolate.

A solução foi recorrer ao bom e velho google. Moqueca de camarão seria algo até relativamente simples de fazer. O problema é que nunca comi isso nem no Brasil. Como saberia se o gosto está de acordo ou não? Além disso, teria que ser algo que combinasse com os outros pratos e tinha certeza de que os italianos (que seriam os únicos que iriam cozinhar comigo) fariam pasta.

Então, pensei em Carne de Panela e depois, mudei para Carne Louca. Para me ajudar com tudo, liguei para a Velha Guarda (minhas tias e minha mãe... rs) várias vezes. Qual carne usar, o que ficaria bom, o que poderia fazer para ficar melhor. Também decidi seguir a receita do meu amigo Edu Guedes que, convenhamos, mostrou-se ser maravilhosa.

Toca comprar os ingredientes no mercado no sábado à tarde e passar o dia na cozinha. O resultado, meus amigos, foi o que vocês verão aí embaixo. Eleito o melhor prato da noite e acabou num piscar de olhos. Ele e o brigadeiro de sobremesa foi algo espetacular. Sucesso na certa!

Antes

Depois

Os espanhóis levaram uma espécie de pão com alho, mas eles também esfregam tomate nele e colocam um pouco de azeite. É uma dica muito boa porque ficou delicioso! Próximo churras, já sabem o que fazer, né? Já os italianos, como eu previa, cozinharam tortelline de espinafre com ricota e uma outra pasta mais comum com molho vermelho. Que também estavam muito bons!

As outras quatro espanholas chegaram mais tarde e perderam a maior parte da comida, inclusive a minha Carne Louca (que acabou em poucos minutos). Elas trouxeram uma espécie de bolo de chocolate que esqueci de perguntar o nome.

O resultado foi que todos adoraram a carne e nem preciso dizer nada sobre o brigadeiro, né? Quem come esse uma vez, nunca esquece... rs

Fiz dois vídeos da festinha para vocês verem como foi tudo.



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CARNE LOUCA


Ingredientes
Carne 
3 colheres (sopa) de óleo
1 kg de lagarto
2 dentes de alho
2 folhas de louro
1 cebola
1 cubo de caldo de carne
1 xícara (chá) de vinho tinto
Sal a gosto
Água para cozinhar
2 colheres (sopa) de vinagre
Molho 
1/2 xícara (chá) de pimentão vermelho fatiado
1/2 xícara (chá) de pimentão amarelo fatiado
2 cebolas fatiadas
1 xícara de molho de tomate
1/2 xícara (chá) de azeitona verde picada
1/2 xícara (chá) de salsa picada 
(Sugestão minha: acrescente um pouco de orégano ao molho)
Modo de preparo 
Em uma panela de pressão, doure a carne com um pouco de óleo. Coloque a cebola, o alho, o louro, o vinho, o vinagre, o caldo de carne esfarelado e água, o suficiente para cozinhar. Tampe a panela, deixe pegar pressão e cozinhar.
Em uma frigideira, faça o molho. Junte as cebolas, os pimentões, o tomate, o molho de tomate, a azeitona e a salsa. Acerte o sal e adicione um pouco de água para cozinhar.
Retire a carne da panela, fatie e, depois, pique com as mãos. Despeje o molho em cima dela e opte pelo acompanhamento.